domingo, 30 de setembro de 2018

LIMBO

Pairo no ar, flutuo na  relva
O verde  me toma, me  desperta
O Sol  me aquece  de  dentro para  fora
Pois cá  não queima, só ilumina

Passam-se  horas, dias  e  dias
Pois não há  noite, onde Ele é  o Sol

Com as flores sorrio
Pulo, danço, subo, desço, rodopio
Mas não me canso, pois cá não há fadiga
Minha dança, meu canto, meu tudo
Tudo na sua mais perfeita forma
Sem normas, regras, padrão

Aqui não existem palavras negativas
Que  poderiam ser usadas para  rimar
Pois cá  não há  mar:
Os olhos são incapazes de  produzir água  salgada.

-Amara

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